Cuidados com o facebook e demais redes socias. O lado bom e o lado ruim

Tenho percebido uma grande exposição de pessoas pela internet. Quando digo exposição não estou falando em exibir-se, mas sim, colocar seus dados, colocar sua vida para todos verem.

       Com a evolução dos serviços de redes sociais e a percepção dos criadores diante das ameaças, tivemos um pouco mais de segurança, porém o lado negro sempre está a um passo a frente.
As proteções, ou precauções, normalmente são criadas após acontecer algum fato grave que venha a ferir a integridade das pessoas que estão envolvidas. Normalmente quando se trata de um ícone da mídia as providências são mais rápidas e eficazes, o que se deve ao investimento financeiro que eles dispõe. A maioria dos usuários das redes sociais, não dispõe das mesmas ferramentas e do mesmo investimento para proteção caso algo aconteça.
       É preciso que estejamos alertas para as informações que divulgamos na rede. Com uma simples pesquisa muitas vezes é possível saber quem somos, onde trabalhamos, onde vivemos, membros da família isso sem contar o check-in de onde estamos e as rotinas do nosso dia-a-dia. Por meio dessas informações podemos receber ameaças. Lembram do sequestro relâmpago que muitos já caíram e se safaram pelo bandido errar. Hoje deixamos a vista todas essas informações a eles.
     Vejo a frequência de perfis que não conheço tentando me adicionar, quem seriam eles!? Bandidos tentando ter acesso as minhas informações que hoje são “distribuídas apenas para meus amigos” e sendo assim eles podendo ver informações minhas. Tenhamos mais cuidados com este mundo. Abaixo coloco um texto explicando melhor o famoso “stalking”.
Se você já se sentiu observado, vigiado e até mesmo seguido pela internet — principalmente dentro de redes sociais —, saiba que você não é o único e que isso pode se tornar um problema grave.

Neste artigo, você vai conhecer a definição de stalking e saber todos os perigos deste tipo de assédio.

Resumidamente, stalking é a vigilância exacerbada que uma pessoa dispensa a outra, muitas vezes forçando contatos indesejados. Nem sempre há um motivo claro além da obsessão, no entanto, um stalker (ou seja, o obcecado) muitas vezes pode ter o intuito de amedrontar sua vítima. Portanto, perseguidor é uma boa tradução em português para o termo.

Não se trata de uma prática claramente definida, logo, as atitudes de um perseguidor podem variar. Ele pode simplesmente permanecer à espreita, apenas observando a vítima. No entanto, outros casos envolvem atitudes mais diretas e amedrontadoras, como entregar objetos indesejados.

Casos extremos envolvem a intimidação explícita com ameaças e atitudes violentas por parte do perseguidor, como por exemplo, quebrar bens da vítima e até mesmo agredi-la.

As celebridades e seus fãs

Como já foi mencionado, o conceito de stalking não é de hoje, aliás, comportamentos desse tipo foram documentados por séculos. Mas a prática foi definida como crime grave a partir da década de 90, em grande parte como consequência da relação entre celebridades muito famosas e seus fãs.

Stalking foi um termo usado para designar a perseguição a celebridades.

O termo stalking, inclusive, começou a ser usado no final da década de 80 para descrever a perseguição insistente a celebridades.

O estado norte-americano da Califórnia, nos Estados Unidos, aprovou a primeira medida contra a prática em 1990. O país seguiu o exemplo, assim como Canadá, Austrália, Reino Unido e outros países europeus.

A partir daí, o comportamento de stalkers virou pauta para estudiosos, e suas atitudes passaram a ser vistas como perigosas em diferentes níveis, conforme o sentimento da vítima.

Muitos stalkers nem sempre tem um objetivo determinado para perseguir alguém, portanto o sentimento de quem é perseguido em relação ao perseguidor é o que efetivamente categoriza o crime.

Do físico para o cibernético

Enviar cartas, aparecer na casa de alguém, fazer ligações telefônicas, etc., são exemplos de perseguição física. A internet e sua popularidade, para ser direto e claro, simplesmente facilitou a vida dos agressores. Eles encontraram mais maneiras de atormentar a pessoa escolhida e também mais “comodidades” para se esconderem.

Valorize sua privacidade.

Cartas foram substituídas por emails e mensageiros instantâneos. Câmeras tomaram o lugar dos  olhos vigilantes dos perseguidores. Inclusive se passar pela vítima com o intuito de causar algum dano ficou mais fácil.

Quando não se tem ideia de quem é o perseguidor, o medo é muito maior. No entanto, fica mais difícil tomar medidas, afinal de contas o inimigo está oculto.

Há algo ainda mais grave no contexto do cyberstalking, ou seja, o uso da internet para vigiar alguém: a exposição das pessoas aumentou.

A relação com as redes sociais

Com a explosão das redes sociais nos últimos anos, o trabalho dos stalkers ficou muito mais fácil, essa é a verdade. Ter um perfil nesse tipo de site é, simplesmente, se expor, e as informações divulgadas podem ser um prato cheio para qualquer agressor.

Uma simples busca pelo nome de alguém é suficiente para localizar uma pessoa. O que dizer sobre encontrar  uma pessoa e já saber sobre comunidades de lugares frequentados e maneiras de contato escancaradas, às vezes com endereço, CEP e telefone?

Há um certo “vício” — se assim podemos dizer — de muitos em querer estar visíveis, e as consequências disso podem ser muitas: desde cair em brincadeiras sacanas até cair na obsessão de alguém mal-intencionado.

Muitas redes oferecem recurso de geolocalização, como FourSquare e Twitter. O primeiro, por exemplo, chega a enviar mensagens como “Eu estou em…” seguidas do nome e endereço do lugar. Por um lado, prático e divertido, por outro, é como ter um GPS apontando exatamente sobre você, para quem quiser ver.

Exemplo de mensagem do FourSquare com a localização da pessoa.

O que você pode fazer

Sua privacidade deve pesar mais do que tudo. Em sites de redes sociais como Facebook e Orkut, sempre vasculhe as configurações. Lá, devem estar opções de privacidade, ou seja, quais contatos podem ter acesso às suas informações pessoais.

Mas mesmo com as configurações de privacidade, não se sinta blindado. A princípio, seus dados estão seguros em uma rede confiável, mas há a chance de eles vazarem, por exemplo, se um dos contatos da rede tiver seu perfil invadido.

Guarde bem suas informações.

Além disso, a maioria de casos de stalkingenvolve pessoas conhecidas entre si. “Ex” de um relacionamento turbulento são casos clássicos, por exemplo. Uma pesquisa nos Estados Unidos revelou que stalkersdesconhecidos representavam apenas a minoria dos casos.

Tome cuidado com o que publica. O conteúdo da internet é indexado, ou seja, disponibilizado por anos por qualquer mecanismo de buscas. Um stalker usará tudo o que pode contra você, logo, é necessário medir as consequências de suas publicações.

Não queremos dizer que você deve se sentir sempre ameaçado, com medo de publicar informações, de maneira alguma. A peça-chave é o bom senso. Sempre pese o que você ganha e o que pode perder ao disponibilizar informações pessoais na internet.

Lembre-se de que a grande rede é uma faca de dois gumes: há o lado rápido, prático e ótimo para a comunicação, mas há também o lado perigoso da maldade de muitos malfeitores. A verdade é que eles estão sempre à frente, buscando maneiras de quebrar a privacidade de suas vítimas. Portanto, faça o possível para se antecipar a eles.

Leia mais em:http://www.tecmundo.com.br

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